A verdade sobre o buraco de ozônio

Artigo de Rex Trulove

Por muito tempo, temos sido ameaçados sobre os terrores e consequências do buraco na camada de ozônio. Nós fomos levados a acreditar que o buraco seja um evento artificial catastrófico e que estaria ficando pior, e que ameaça toda a vida no planeta. Entretanto, qual é de fato a verdade?

A verdade pode ser até mais chocante para as pessoas do que os relatórios originais do buraco de ozônio, especialmente para os indivíduos que se preocuparam sobre esse fato e que possivelmente desperdiçaram muito dinheiro de seu próprio bolso, ao tentar prevenir os resultados terríveis do “buraco”. A verdade é que o buraco de ozônio não existe, e nunca existiu.

O assunto em referência diz respeito a uma redução na espessura da camada de ozônio, principalmente nas regiões polares, e especialmente na Antártica. Sublinhe-se este ponto: um estreitamento, não é um “buraco” Isso faz uma diferença enorme, entretanto muitas pessoas podem a princípio não entender a distinção.

Um buraco seria uma ausência total de ozônio em uma determinada área, permitindo que radiação ultravioleta prejudicial possa alcançar a superfície da Terra com força total. Isto talvez fosse devastador. Um estreitamento, entretanto, significa que existiria alguma proteção. Poderia não ser ótimo, mas ela ainda estaria lá.

Pode ser lembrado que a NASA reportou informações como suporte à teoria do buraco da camada ozônio. As primeiras pesquisas mostraram que o estreitamento estaria ficando pior. Porém, boa parte dos relatórios originais está agora corrigida pela própria NASA, que utilizou dados baseados em satélite e em terra, assim como também dados científicos. A NASA não pode ser culpada pela incorreção dos dados iniciais, pois seus técnicos não eram bem capacitados para medir qualquer coisa em longo prazo, na época em que tais declarações foram feitas.

Desde então, a NASA e outras organizações puderam estudar o tema após o correr de muitos anos. O que eles verificaram é que a camada de ozônio de nossa atmosfera, especialmente acima das regiões polares, se estreita em um ciclo anual. Se alguém começar medir isto na fase inicial desse ciclo, faz sentido acreditar que a camada de ozônio estaria adelgaçando rapidamente.

Os polos são particulares na sua qualidade de receber luz solar: tem muita luz solar em um semestre e muito pouca luz solar no outro semestre. Por que isto é importante que os níveis de ozônio flutuem de acordo com a quantidade de luz solar recebida. Isso explica o ciclo anual que foi descoberto, e que NASA está ainda estudando.

Embora não exista qualquer buraco na camada de ozônio, isto não significa que não exista uma razão para preocupação. Foi descoberto há algum tempo que o cloro-fluor-carbono, ou CFC, tem um aporte direto com o ozônio. O ozônio (O3)não é um composto estável, e o CFC favorece a quebra da molécula de ozônio. Isto é porque o átomo extra de oxigênio se ligará mais facilmente com um dos componentes do CFC do que eles fazem com o O2, a molécula de oxigênio. Eventualmente o CFC libera o átomo de oxigênio, porém isto deixa o CFC novamente livre para capturar outro átomo de oxigênio.

O CFC tem ocorrência natural. Porém, por muitos anos, o homem também esteve usando esse químico para vários propósitos, que aumentou a quantia do CFC que está na atmosfera. O que é frequentemente ignorado é que o CFC é pesado, dessa forma a fração produzida pelo homem que poderia deixar o problema ainda pior, o é em escala discreta. De forma simplificada, o homem não tem muitos meios para conseguir um composto que suba alto o suficiente na atmosfera para interagir com o ozônio.

Existe um mecanismo natural que não só produz CFC, mas como também tem a habilidade de lançá-lo nas maiores alturas da atmosfera: erupções vulcânicas. Não seria impróprio assumir que a quase totalidade do CFC que está “in” e em torno da camada de ozônio chegou lá por causa de erupções, ao invés da ação humana.

Claro, isso não significa que poluir o meio ambiente com CFC seja sábio por parte do homem. Não o é! Mas o impacto do homem é apenas secundário, no que diz respeito à camada de ozônio. Também significa que o homem não pode fazer muito a respeito disso. Mesmo que não seja fabricado mais CFCs, a quantia ainda aumentaria em ciclos ainda não bem compreendidos. São substâncias que também diminuem de vez em quando, aparentemente em consonância com a atividade vulcânica, entretanto, leva algum tempo para o CFC ser liberado da camada de ozônio.

Diversos países baniram ou proibiram o uso do CFC a não ser em circunstâncias muito específicas, mas isso não pareceu fazer muita diferença. Mesmo que nós, no momento atual, não tenhamos completo entendimento  da situação, nós podemos monitorar cuidadosamente a camada de ozônio e juntarmos mais dados. Mas pelo menos nós podemos dormir tranquilos, pois atualmente sabemos que não existe qualquer coisa tal como um buraco na camada de ozônio...

Fontes:

NASA.com

National Oceanographic and Atmospheric Administration

NatGeo
 

Artigo original: http://www.helium.com/items/1957390-the-truth-about-the-ozone-hole?page=1

Rex Trulove é o autor dos livros: Shadow of the land; Of Magic of Dreams; Land´s Keep.

No site www.helium.com é autor de mais de cem interessantes artigos, incluindo outros sobre o tema do aquecimento global.

Artigo Público Internet - Tradução Google - umaoutravisao