Terapêutica vã:

O uso de antibióticos em infecções de ouvido em crianças é geralmente desnecessário

 artigo de InspiringMothers.net

    O melhor tratamento para a maioria das crianças diagnosticadas com infecção de ouvido médio é não utilizar qualquer terapia específica, de acordo como uma pesquisa que fez uma revisão e confirmou essa perspectiva.

    A investigação revelou que o curso do tratamento com emprego de antibióticos parece ter eficácia modesta em comparação com o mero tratamento de sintomas usando-se medicamentos analgésicos. Porém o emprego de medicamentos antibióticos também foi prevalentemente associado a efeitos colaterais como erupções cutâneas e problemas intestinais (diarreia).

    Os pesquisadores declararam que a reavaliação publicada no ‘Journal of the American Medical Association’ demonstrou que é mais vantajosa a política de esperar e observar (waiting and wachting)  para o gerenciamento de uma infecção de ouvidos em crianças.

    Vantagens & Reações Adversas dos Antibióticos

    Os protocolos atuais de terapia permitem que - ou os médicos prescrevam medicamentos antibióticos imediatamente ou que observem a criança de perto por três dias apenas com emprego de remédios para dores para a verificação de que sua condição esteja mostrando melhoria em seu curso natural. Nesse recente estudo se constatou que na maioria das situações que envolvia crianças com infecção de ouvido médio, eles monitoraram.

    Com base nessa reavaliação realizada com mais de cem pesquisas publicadas nos últimos dez anos, os pesquisadores foram capazes de quantificar a equação risco/ beneficio para análise da terapia com medicamentos antibióticos.

    Eles estimam que para cada cem crianças com boa saúde tendo infecção de ouvido médio, não complicada, ao redor de oitenta delas podem antecipar a demonstração de melhora sem medicamentos antibióticos num prazo ao redor de três dias.

    Adicionalmente, doze crianças provavelmente mostram melhoria neste espaço de tempo recebendo tratamento com medicamentos antibióticos, porém três a dez crianças sofreriam de transtornos associados à terapia- erupções cutâneas e cinco a dez delas experimentam sintomas intestinais.

    Um dos pesquisadores, T. Coker declarou que aparentemente o número de crianças que poderiam ser beneficiadas com antibióticoterapia é semelhante aos números daquelas que experimentam os  efeitos colaterais da mesma terapia.

    Muitos pais de acordo com a terapia Zero

    O especialista em crianças, Dr. Coker declara que de acordo com suas experiências passadas, a maioria dos pais está disposta à política de observar e aguardar no caso de ser realizado adequado gerenciamento da dor de seus filhos.

    Vários pediatras dão prescrições de antibióticos para os pais como opção de segurança com o objetivo de ser utilizado apenas quando a condição da criança começar a deteriorar ou não mostrar melhoria após alguns dias. As prerrogativas destas prescrições quase nunca acontecem. Também, a maioria de pais tem muito prazer em evitar medicamentos antibióticos sempre que possível uma vez que eles conheçam os efeitos colaterais associados. Os pais simplesmente ficam satisfeitos quando seus filhos estão se sentindo melhores, dormindo confortavelmente ao longo da noite quando foi possível dar analgésicos no lugar de  antibióticos.

    Os pesquisadores também assinalam que a terapia mínima estaria resultando em importante economia para o sistema de saúde. Existe uma tendência fixa de se prescrever mais antibióticos no caso de infecção de ouvido em crianças quando comparadas a outras doenças da infância. Uma pesquisa de opinião do governo (americano)conduzida por quatro anos, observou que as despesas médias para tratar infecção de ouvido foram de 350 dólares para cada criança -  o que totalizou  mais de dois bilhões de dólares anuais.

    Quando antibióticos se fazem necessário

    Não é necessariamente verdadeiro que todos os casos de infecção de ouvido em crianças estariam mostrando melhoria sem medicamentos antibióticos. Os pesquisadores dos estudos estabelecem que aqueles que se beneficiam amplamente com esses medicamentos incluem:

As crianças com infecção em ambos os ouvidos.

Aquelas que têm ruptura do tímpano.

Aquelas que têm idade de seis meses (ou menos).

Crianças com dores de ouvido intensa e/ou acompanhadas por febre alta.

     Alguns achados notáveis foram os seguintes:

    Evidências indicam que as versões genéricas dos medicamentos antibióticos têm eficiência similar aos “de marca”, semelhantes. Os cientistas chegaram à conclusão de que mais dinheiro pode ser economizado quando os médicos dão a prescrição de amoxicilina, em vez de indicarem medicamentos antibióticos mais caros.

    Entretanto existe uma ausência de qualquer exame que defina ou exclua a infecção de ouvido, consequentemente o exame (físico) da porção interna dos ouvidos usando o otoscópio é um componente importante do diagnostico.

    Outras diretrizes para recomendações terapêuticas publicadas pela Academia Americana de Médicos Da Família para crianças com infecção de ouvido que principalmente experimentam marcantes dores e desconforto:

Quando a infecção é bacteriana os pediatras poderiam dar prescrição de antibióticos, o que é ineficaz quando a causa é viral.

Oferecer analgésicos para as crianças, entretanto que se evite o emprego de  aspirina.

Os pediatras poderiam dar prescrições de gotas otológicas para aliviar dores.

A criança deveria ser encorajada ao emprego de bolsa (ou compressas) de água aquecida (tépidas) no ouvido atingido, porém que se assegure que não esteja demasiadamente quente.

Site original:

http://www.inspiringmothers.net/child-health/ear-infection-in-children-antibiotics-mostly-unnecessary.html

em 26 de novembro de 2010.

Em resumo:

80% das otites não necessitam de antibióticos!

E as que precisam de antibióticos geralmente melhoram com remédios genéricos e mais baratos!

Há inúmeros artigos sobre o tema, confirmando que o tratamento com antibióticos para as otites na infância são, no mínimo, desnecessárias. Faça suas pesquisas.

Trad.: José Carlos Brasil Peixoto